DOIS LADOS
Como construímos este site
Objetivo editorial, seleção de temas e fontes, tratamento de críticas, curadoria de propostas, cálculo de afinidades, limites e correções.
Objetivo editorial
Ajudar pessoas a compreender ideias políticas e a formar o próprio julgamento. Não buscamos convencer ninguém a apoiar partido, candidatura ou ideologia. Não afirmamos ser “100% imparciais”: preferimos mostrar como trabalhamos, para que você possa verificar.
Como os assuntos são selecionados
Os onze temas cobrem as áreas mais recorrentes em programas de governo e na literatura sobre esquerda e direita: papel do Estado, economia, desigualdade, liberdades, segurança, políticas sociais, educação, saúde, costumes, meio ambiente e instituições.
Como as fontes são avaliadas
Priorizamos, nesta ordem: legislação e documentos oficiais (Planalto, TSE, Câmara, Senado); dados públicos (IBGE, Ipea, Banco Central, Tesouro); literatura acadêmica e obras de referência; e jornalismo profissional e agências de checagem como complemento. Documentos de campanha são fonte primária do que foi prometido, não prova de viabilidade.
Cada afirmação relevante é registrada com tipo (fato, interpretação, proposta, previsão ou opinião), fonte, data de verificação, contexto e limitações. Links são verificados periodicamente; portais oficiais que bloqueiam verificação automatizada são marcados para conferência manual.
Como identificamos correntes
Usamos classificações consolidadas na filosofia política e na ciência política. Distinguimos ideologias (tradições de pensamento) de partidos (organizações que podem mudar de posição). Quando classificamos partidos, citamos estudos e informamos que classificações variam.
Como tratamos críticas e contrapontos
As duas perspectivas têm capítulos de críticas com a mesma estrutura e o mesmo destaque que os argumentos favoráveis. Não inventamos defeitos para manter simetria nem omitimos críticas bem documentadas. Cada crítica traz a resposta de quem defende a posição criticada. Imparcialidade metodológica não significa distribuir razão igualmente: quando há consenso documental, nós o apresentamos como tal.
Como escolhemos propostas para destaque
Aplicamos os mesmos seis critérios públicos a todas as candidaturas, com nota de 0 a 2 em cada: centralidade no plano de governo, impacto potencial, relevância nacional, grau de especificidade, interesse público e disponibilidade de documentação verificável. Destacamos de 4 a 8 propostas por candidatura; as demais ficam disponíveis na lista completa. Promessas nunca são apresentadas como políticas implementadas.
Como funciona o mapa de afinidades
Ver a seção detalhada abaixo, gerada a partir das definições publicadas no banco de dados.
Limites
O conteúdo é uma introdução, não um tratado. Resumos simplificam. Classificações são aproximações. O mapa de afinidades mostra padrões nas suas respostas a 24 afirmações — não mede sua identidade política.
Erros e correções
Encontrou um erro? Use o formulário em Contato. Correções relevantes são publicadas no Registro de correções, com data e descrição do que mudou.
Proteção de dados
Suas respostas ficam no seu navegador. Ver Política de privacidade.
Estado atual do conteúdo
O conteúdo inicial foi redigido com pesquisa assistida e links verificados automaticamente em outubro de 2026. Antes de um lançamento público, todo o acervo deve passar pela revisão editorial humana prevista no fluxo do painel (Rascunho → Em revisão → Verificado → Publicado). As propostas das candidaturas do 2º turno vêm dos planos de governo registrados no TSE, com página indicada.
Gerado a partir das definições publicadas
O mapa de afinidades, por dentro
São 24 afirmações em 8 dimensões. Cada resposta vira um valor (Concordo = +1, Discordo = −1, Depende = 0; “Não sei” fica fora do cálculo), multiplicado pela direção da afirmação. A posição em cada dimensão é a média, de −1 a +1, convertida em proximidade percentual com o polo A.
Uma dimensão só recebe percentual com pelo menos 2 respostas “Concordo” ou “Discordo”. Posições entre ±0.33 são descritas como equilíbrio. Não existe pontuação geral, e o cálculo acontece inteiramente no navegador — o código está em src/lib/affinity/score.ts.
| Dimensão | Polo A | Polo B | Relação com esquerda/direita | Afirmações |
|---|---|---|---|---|
| Política econômica | Mais coordenação estatal | Mais coordenação pelo mercado | Convencional Associação clássica na ciência política: a esquerda tende a defender mais intervenção estatal na economia; a direita, mais mercado (Bobbio; enciclopédias de filosofia política). Há exceções relevantes, como o desenvolvimentismo de governos militares. | 3 |
| Tamanho do Estado | Estado mais amplo, com mais serviços | Estado mais enxuto, com menos impostos | Convencional Associação convencional e amplamente usada em pesquisas de opinião comparadas. Conservadores podem defender Estado forte em segurança, o que este eixo não captura. | 3 |
| Liberdades individuais | Mais autonomia individual | Mais regulação estatal de condutas | Fraca / parcialmente didática Categoria DIDÁTICA. Libertários (direita) e progressistas (esquerda) defendem autonomia em temas diferentes — armas, drogas, expressão. Por isso este eixo não é associado a nenhum lado. | 3 |
| Valores e costumes | Mais abertura a mudanças | Mais preservação de tradições | Convencional Associação convencional (eixo progressista–conservador). Há eleitores de esquerda conservadores e liberais de direita progressistas nos costumes. | 3 |
| Políticas sociais e desigualdade | Mais redistribuição | Mais responsabilidade individual | Convencional Corresponde ao critério da igualdade proposto por Bobbio, um dos mais estáveis na literatura sobre esquerda e direita. | 3 |
| Segurança pública | Ênfase em prevenção | Ênfase em punição | Convencional Associação frequente no debate brasileiro recente, mas não universal: governos de esquerda também ampliaram encarceramento, e liberais de direita criticam a guerra às drogas. | 3 |
| Meio ambiente | Mais proteção ambiental | Mais flexibilidade produtiva | Fraca / parcialmente didática Associação relativamente recente e instável. Há conservacionismo de direita e desenvolvimentismo de esquerda com grandes obras e petróleo. | 3 |
| Instituições democráticas | Mais freios e contrapesos | Mais margem para a maioria eleita | Nenhuma — didática Categoria DIDÁTICA, sem associação com esquerda ou direita: o apoio a controles institucionais varia conforme quem está no poder, nos dois campos. | 3 |
Atualizado em 13/10/2026